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Windows 11

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Nossa opinião

9 Nota tt

Em certa medida, o Windows 11 pode ser considerado uma ruptura para a Microsoft. A desenvolvedora um dia declarou que o Windows 10 seria o último Windows, um sistema operacional estável a ser expandido e evoluído por atualizações gratuitas liberadas ao longo dos anos. Embora a promessa tenha se mantido, em alguma medida, a chegada do Windows 11 trouxe uma dose de surpresa para quem não esperava um novo sistema.

  • Interface 10
  • Usabilidade 9
  • Performance 9
  • Funcionalidade 8

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Windows 11: baixe o novo sistema operacional da Microsoft

Windows 11 é a versão mais recente do sistema operacional da Microsoft para computadores. Lançado em 5 de outubro de 2021, o sucessor do Windows 10 vem com visual mais limpo e minimalista, incluindo ícones remodelados, janelas translúcidas, nova iconografia e um Menu Iniciar centralizado. O software traz também avanços em produtividade, com destaque para os novos layout snaps – um modo especial para gerenciar janelas –, integração com Microsoft Teams e suporte aprimorado a desktops virtuais. 

O novo Windows inclui ainda uma Microsoft Store reformulada, integrada à loja da Amazon. O sistema, no entanto, chega devendo uma das grandes promessas da Microsoft: o suporte nativo a aplicativos do Android, a ser liberado em futuras atualizações. Com isso, será possível rodar apps do sistema operacional do Google sem instalar emuladores.

Inicialmente, todos os usuários do Windows 10 podem atualizar para a nova versão do sistema operacional: basta recorrer ao Windows Update, acessível no próprio computador, ou ao assistente de instalação do Windows 11, disponível no site da Microsoft. No entanto, o PC precisa atender a requisitos mínimos

Desktop e visual

Uma das grandes novidades do Windows 11 é a interface gráfica. A Microsoft buscou modernizar o design do sistema operacional com uma série de retoques. O novo sistema vem com ícones repaginados e janelas com bordas arredondadas, com destaque para o aspecto “envidraçado”, com transparências e desfoque evidentes. 

O resultado é bom e funciona pelo contraste: a comparação faz o Windows 10 parecer muito mais antigo e equipara o novo produto da Microsoft a padrões mais recentes de design encontrados em produtos rivais, como o macOS, da Apple. A única grande restrição ainda é o nível limitado de personalização.

Menu Iniciar e barra de tarefas

Entre as modificações mais visíveis do Windows 11 estão os novos Menu Iniciar e barra de tarefas. No Iniciar, o usuário encontra um menu mais simples visualmente do que a versão disponível no Windows 10: a ferramenta organiza aplicativos e arquivos recentes, além de trazer um espaço para apps fixados pelo usuário.

A barra de tarefas, por sua vez, ficou um pouco maior e vem, por padrão, com ícones centralizados. É possível realinhá-la à esquerda, mas a habilidade de mover a barra pelas bordas da tela foi eliminada do Windows.

Novo modo de gerenciamento de janelas

O gerenciamento de janelas ganhou reforços com um modo de suporte a desktops virtuais aprimorados. A novidade facilita a divisão e organização das telas na área de trabalho, sendo útil quem divide o PC com outras pessoas.

Outra melhoria diz respeito ao recuro Layout Snap: mover o cursor sobre o botão maximizar exibe um menu de layouts pré-determinados, em que o usuário pode definir um padrão de organização para aproveitar melhor o espaço livre na tela.

Widgets

Muito do que existia dentro do Menu Iniciar, como blocos dinâmicos com informações atualizadas de cada aplicativo, foi parar no recurso de Widgets. O elemento é parte da barra de tarefas e permite que o usuário configure um feed de conteúdo dinâmico e adicione as informações que considera mais relevantes ao painel, como notícias, clima, cotações etc. 

‘Cortana’ escondida

No Windows 10, a assistente virtual Cortana era um dos grandes enfoques da Microsoft: a ferramenta era integrada ao sistema e até vinha, por padrão, fixada na barra de tarefas. De lá para cá, a Cortana acabou fracassando na tarefa de consolidar no mercado como opção às dominantes Google Assistente, Alexa e Siri, de forma que, no Windows 11, o app e o serviço até existem, mas seu uso é opcional, e o usuário precisa efetivamente procurar pela assistente para acessá-la.

Reformulação da Microsoft Store e suporte a apps do Android

A loja da Microsoft recebeu uma nova interface gráfica e está com aspecto mais moderno, alinhado aos demais produtos da fabricante. As mudanças na Microsoft Store beneficiam tanto desenvolvedores quanto usuários comuns. A partir desta versão, a loja possibilita que os responsáveis pelos programas recebam o valor total das receitas geradas.

Os usuários também receberam atenção da Microsoft. No Windows 11, será possível instalar aplicativos do Android e executá-los de forma nativa. Isso acontece graças à integração com a Amazon Appstore, versão da Amazon na Google Play Store, que utiliza tecnologia da Intel para oferecer o recurso às pessoas. A Microsoft não adiantou a data de liberação da função, embora exista bastante curiosidade sobre o recurso. A novidade aproximaria o Windows 11 do macOS, que faz algo parecido em Macs com processador M1. 

Integração com Microsoft Teams

O Microsoft Teams — plataforma unificada de comunicação — permite que os usuários utilizem bate-papo e videoconferências para se comunicarem, além de armazenar arquivos. O serviço também está integrado ao Windows 11, sendo possível acionar o chat da ferramenta e iniciar reuniões — de áudio e vídeo — pela barra de tarefas.

Tecnologias de jogos e Xbox Game Pass

Para quem joga no computador, a Microsoft traz no Windows 11 algumas novidades importantes. A primeira delas é a tecnologia Direct Storage: inspirada na arquitetura interna dos novos Xbox, a solução da Microsoft promete tornar o carregamento de games no sistema muito mais rápido.

Outra melhoria é o Auto HDR, também encontrado nos consoles de nova geração da desenvolvedora. O recurso aplica HDR automaticamente em conteúdo que não foi originalmente desenvolvido com a tecnologia, rendendo visuais mais vivos em displays compatíveis.

Por fim, o serviço de assinatura Xbox Game Pass também está presente no Windows 11. Ele pode ser configurado pelos usuários para criar uma rede de interação maior. A integração entre as duas plataformas — Xbox e PC — oferece um acesso mais rápido e fácil aos jogos, às redes sociais e à loja do Xbox.

Nossa opinião

Em certa medida, o Windows 11 pode ser considerado uma ruptura para a Microsoft. A desenvolvedora um dia declarou que o Windows 10 seria o último Windows, um sistema operacional estável a ser expandido e evoluído por atualizações gratuitas liberadas ao longo dos anos. Embora a promessa tenha se mantido, em alguma medida, a chegada do Windows 11 trouxe uma dose de surpresa para quem não esperava um novo sistema.

Se você tem um computador compatível, o Windows 11 é uma atualização recomendada: o sistema conserva a mesma estabilidade que marcou o lançamento de seus antecessores, sobretudo os Windows 7 e 10, mas chega com uma interface gráfica mais agradável de usar. Moderno, o Windows tem agora um quê de macOS e Android, com janelas mais suaves e arredondadas, profusão de efeitos de transparência e desfoque aplicados pelas janelas e caixas de diálogo abertas sobre o restante da tela.

As impressões, até aqui, são positivas: as revisões gráficas modernizam a plataforma sem quebrar o que caracteriza tradicionalmente a experiência de uso do Windows. Se cabe alguma crítica à abordagem da Microsoft, esta é a limitação na personalização: o sistema é muito restrito em suas possibilidades de customização.

Além de uma nova cara, a Microsoft introduziu novidades de destaque, como suporte aprimorado a desktops virtuais, novos layout Snaps, integração aprofundada com o Teams, painel de Widgets e um app de Configurações mais útil e coeso. Gamers devem contar com suporte a HDR dentro de jogos antigos, e novos lançamentos – em PCs com SSDs de alta velocidade – terão carregamento mais rápido em virtude da tecnologia Direct Storage.


Mas nem tudo a respeito do Windows 11 são pontos positivos. A exigência do famoso módulo TPM 2.0 para instalação e suporte do software em computadores é compreensível – o hardware é um componente de segurança relevante e um padrão da indústria já há alguns anos –, mas a Microsoft divulgou a exigência de forma reticente e, por vezes, confusa. Houve, inclusive, retratações e abertura de contornos para que computadores incompatíveis pudessem rodar o novo Windows. Tudo isso cria um cenário em que muitos usuários ainda não têm uma clara ideia a respeito da compatibilidade de seus PCs com o Windows 11.

Outra crítica é que a funcionalidade de suporte nativo a apps do Android direto no PC acabou adiada, esvaziando um pouco do entusiasmo sobre o lançamento. O recurso, divulgado entre as primeiras novidades para o sistema, ainda não tem data para chegar aos usuários.

Também merece ressalva a seguimentação entre Windows 11 Home e Pro: a versão Pro vem com recursos de segurança muito úteis, como o Sandbox, inacessíveis aos usuários do pacote Home. Na comparação, a rival Apple entrega rigorosamente o mesmo macOS, não importa se você tem um MacBook mais robusto ou mais simples. 

No geral, nossa experiência com o Windows 11 foi positiva. O sistema é estável, o contraste da nova interface gráfica com a experiência anterior no Windows 10 enfatiza o quanto o produto de 2015 envelheceu e, para quem tem computador compatível, fica difícil encontrar argumentos que contraindiquem o upgrade. A atualização será gratuita se você tem licença válida do Windows 10 ativa, e não há perda de recursos ou funcionalidades ao realizar a migração.

Prós

  • Interface gráfica é mais moderna e agradável de usar
  • Novos recursos de produtividade fazem a diferença
  • Sistema é bastante estável e não compromete fluxo de trabalho de quem sai do Windows 10

Contras

  • Suporte nativo a apps do Android não tem data para chegar
  • Comunicação confusa sobre suporte e compatibilidade em computadores mais antigos
  • Recursos do Windows 11 Pro seriam muito bem-vindos no Home
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