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Por Da Redação; Para O TechTudo


A Sony revelou o PlayStation 4 Pro no dia 7 de setembro. O aparelho é uma versão remodelada do PS4 lançado em 2013 e conta com processador mais rápido e uma placa de vídeo redesenhada para permitir que o console rode jogos em 4K e tenha maior desenvoltura na hora de enfrentar as exigências da realidade virtual. 

Apesar de ainda não ter preço revelado no Brasil, as especificações técnicas do PlayStation 4 Pro permitem pensar em um PC gamer com configurações parecidas, substituindo apenas algumas peças. A seguir, confira se vale a pena montar um comptuador para jogos com configuração semelhante ao novo PS4 e veja quais peças são necessárias para montar a máquina. 

Anúncio de PS4 Slim e PS4 Pro foram destaques da semana (Foto: Reprodução / Sony) (Foto: Anúncio de PS4 Slim e PS4 Pro foram destaques da semana (Foto: Reprodução / Sony)) — Foto: TechTudo

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Antes de discutir peças e componentes, é preciso ter em mente que um console sempre vai ser muito mais rápido e eficiente que um PC de mesma especificação. Afinal, no console o desenvolvedor pode comprimir a performance da máquina até a última gota, enquanto que no PC é mais difícil liberar todo o poderio do hardware para jogar.

Outro ponto importante é o preço. O PlayStation 4 Pro será lançado no dia 10 de novembro nos Estados Unidos por US$ 399. Na conversão direta, são R$ 1.330. Com esse dinheiro é impossível montar um PC para jogos, mas a boa/má notícia é que o PS4 Pro dificilmente terá um preço tão baixo por aqui. Em 2013, o PS4 de primeira geração foi lançado por US$ 399 também, mas chegou por R$ 4 mil ao Brasil (ou R$ 1.500, em média, no chamado mercado cinza). 

Na prática, tudo isso quer dizer que o PC gamer precisa não só ficar em paralelo nas configurações do PS4 Pro, mas também no seu preço: a perspectiva a seguir é não passar do investimento de R$ 3 mil.

Processador – Athlon ou FX

O PlayStation 4 Pro usa uma CPU de oito núcleos Jaguar da AMD, um design muito parecido com o processador também de oito núcleos encontrado no PS4 convencional. A diferença é que, no Pro, o octa-core Jaguar é acelerado de 1.6 GHz do modelo antigo para um valor ainda não divulgado pela Sony. Entretanto, por conta das especificações técnicas, o processador não pode rodar além de 2.1 GHz.

Athlon tem os mesmos núcleos do PS4 Pro (Foto: Isadora Diaz/TechTudo) — Foto: TechTudo

Esses núcleos Jaguar foram criados pela AMD para processadores de notebooks de entrada. Por conta disso, sua presença em chips voltados para desktops é bem limitada. Em todo caso, o Athlon 5350, de 2.0 GHz, conta com quatro desses núcleos e funciona em desktops. É um processador lento, de entrada, e que tem dificuldades em bater um Core i3, mas que é bem barato. No Brasil, é possível comprá-lo por R$ 220.

Entretanto, o Athlon 5350 roda em equipamentos de entrada e tem suporte a slots PCIe um tanto quanto lentos, já que o processador trabalha apenas com os PCIe 2.0, nem um pouco recomendados para placas de vídeo atuais.

Para evitar esse tipo de gargalo, a recomendação é deixar o Athlon de lado e ir em busca dos processadores FX da AMD. Um 6300 é encontrado a R$ 450 no Brasil, tem seis núcleos e atinge 3.5 GHz, tudo isso com suporte a PCIe 3.0.

Placa de vídeo – RX 470 ou RX 480

RX 480 com 8 GB é a placa mais recomendada para o PC com pegada de PS4 Pro (Foto: Divulgação/Sapphire) — Foto: TechTudo

Segundo a Sony, o PS4 Pro roda com uma GPU construída em torno da arquitetura Polaris da AMD, a mesma por trás da Radeon RX 480, placa de vídeo de excelente custo-benefício da marca norte-americana. A RX 480 tem performance bruta estimada na casa dos 5,5 teraFLOPS e 8 GB de RAM GDDR5.

De acordo com a Sony, a placa de vídeo do PS4 Pro é uma Polaris personalizada, sensivelmente diferente daquelas que você encontra para vender para PCs. O componente atinge 4,2 TFLOPS de performance bruta.

Na frieza dos números, a placa da AMD mais próxima desse registro é a RX 470, de 4,9 TFOPS, mas aqui entra o conceito explicado antes, que um console vai ser sempre mais rápido e eficiente do que um computador com configurações iguais em virtude da otimização permitida aos desenvolvedores. Além disso, o PS4 Pro é capaz de rodar em 4K via Upscalling, algo que a RX 470 deve ter dificuldades em realizar nos mesmos parâmetros do console da Sony.

Outra disparidade da placa é que ela tem 4 GB de RAM GDDR5, ao passo que o PS4 Pro conta com 8 GB.

Em virtude desses fatores, a RX 480 é uma escolha que faz mais sentido: tem 8 GB de RAM, performance superior para rodar games em maior resolução e em realidade virtual, pontos cruciais para o novo console da Sony. A notícia negativa é que, seja a 470 ou 480, os preços são relativamente salgados: a RX 470 sai por R$ 1.160 e a RX 480 por R$ 1.450.

Memória RAM – 8 GB DDR3

Assim como o PS4 de primeira geração, o PS4 Pro usa 8 GB de memória RAM tipo GDDR5, que é usada para tudo: rodar o sistema operacional do console e para jogar.

É impossível montar um computador comum a partir desse tipo de memória que, nos PCs, roda exclusivamente nas placas de vídeo. Por conta disso, a recomendação é usar 8 GB de RAM DDR3. Um pente de 8 GB, ou um kit com dois de 4 GB, sai por preços na casa dos R$ 200.

Placa-mãe – modelos AM1 para Athlon ou AM3+ para o FX

Placa da Asus oferece suporte adequado para o FX 6300 e uma RX 480 (Foto: Divulgação/Asus) — Foto: TechTudo

No PS4 Pro, a placa-mãe é completamente desenvolvida para atender as necessidades do console de videogame, o que significa que não há um paralelo razoável no mercado.

Mas para PC gamer similar rodar jogos com eficiência, contudo, é preciso um modelo que garanta boa velocidade de comunicação entre a placa de vídeo e o sistema. Uma boa escolha é a M5A78L-M da Asus, disponível no Brasil por R$ 275. O ideal seria comprar uma placa com PCIe 3.0, mas modelos desse tipo na plataforma AMD são muito mais caras.

Se a escolha recair no Athlon sugerido anteriormente, uma placa-mãe diferente terá de ser escolhida por conta da diferença de soquetes. A Asus AM1M-E é uma boa opção pelo formato compacto mATX e pelo preço de R$ 180.

HD e fonte

Fonte da Corsair é suficiente para colocar o PC para funcionar com segurança (Foto: Divulgação/Corsair) — Foto: TechTudo

O PS4 Pro vem com um disco rígido comum de 1 TB, disponível no Brasil a partir de R$ 280. A fonte do novo PlayStation, assim como a placa-mãe, é altamente especializada para o console, mas considerando as necessidades da RX 480, podemos deduzir uma unidade de 450 watts para poupar custos (embora uma fonte de 500 watts fosse mais recomendada).

A CXM 450 da Corsair é uma boa opção: tem PFC ativo, atinge 80% de eficiência e tem padrão semi-modular, tudo por R$ 250.

Wi-Fi – procure um adaptador dual-band

Adaptador da TP-Link tem ótimas especificações para Wi-Fi (Foto: Divulgação/TP-Link) — Foto: TechTudo

A placa-mãe da Asus escolhida conta com saída de rede Ethernet, como a que vem nos PS4 Pro, mas não tem controlador wireless embutido. Isso significa que será necessário comprar um adaptador Wi-Fi via USB.

Segundo a Sony, o PS4 Pro tem wireless dual-band (2,4 ou 5 GHz) 802.11ac. No Brasil, o adaptador Archer T4U da TP-Link atende as especificações técnicas e pode ser encontrado por R$ 190, em média.

Monitores, teclados, mouse e gabinete

Esses acessórios, embora façam parte de qualquer PC, não são parte do PS4 Pro e, portanto, não oferecem base de comparação. No entanto, muitos gamers provavelmente já tenham os periféricos necessários, dispensando colocá-los no orçamento final. 

Mas esse PC gamer vale mesmo a pena para jogos?

Na hora de usar um console como métrica para definir um PC, o ideal é sempre procurar peças mais poderosas para compensar a diferença de otimização entre um e outro (Foto: Divulgação/Sony) — Foto: TechTudo

Como montar um PC gamer com até R$ 2.500? Comente no Fórum do TechTudo

Na verdade, não. O problema é o processador: o Atlhon é lento e não vai funcionar em harmonia com a placa de vídeo, fruto de tecnologias mais recentes e desenhada para se beneficiar de processadores mais poderosos. No entanto, gamers menos exigentes, com orçamento mais limitado, podem até encarar esse computador cientes de que estarão limitados a jogar em Full HD e fazendo uma série de concessões na hora de definir as configurações de fidelidade gráficas de um game.

E a versão com FX 6300 e RX 480?

FX 6300 utiliza o socket AM3+ (Foto: Divulgação/AMD) (Foto: FX 6300 utiliza o socket AM3+ (Foto: Divulgação/AMD)) — Foto: TechTudo

Somando todos os preços, o computador sairia por R$ 3.095, preço que o coloca em uma faixa em que é possível adquirir bons computadores para games. Na prática, para quem quer um PC para jogos e tem um orçamento nesse nível, é possível se divertir com o combo em torno da FX 6300 e RX 480.

Esse computador resolve o problema do gargalo entre CPU e placa de vídeo, tendo de longe configurações mais adequadas para jogos: rodar games em 2K e jogar em realidade virtual tornam-se ambições possíveis com a máquina. O problema é que o preço pode subir um pouco, ou muito, dependendo da sua necessidade de monitor e gabinete (mouses e teclados são acessórios baratos).

Mas tudo pode melhorar. Nessa mesma faixa de preço, o consumidor pode comprometer um pouco mais de dinheiro para otimizar a máquina: processadores da Intel intermediários, como os Core i5, placas-mãe com PCIe 3.0 e slots de memória DDR4 são aprimoramentos desejáveis. Além disso, a GTX 1060, concorrente direta da RX 480 e que é mais cara, tem fôlego para jogos em 4K a 30 FPS, ponto de performance almejado pela Sony para o novo PlayStation 4.

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